>>>Fibromialgia: a importância da Medicina Física e de Reabilitação no tratamento
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O que é?

A Fibromialgia é um síndrome clínicoactual e crónico que, segundo a Sociedade Portuguesa de Reumatologia, afecta 2 a 4% dos adultos, maioritariamente mulheres. A causa ainda é pouco clara, mas pensa-se que estará relacionada com alteração do processamento da dor, levando a uma hipersensibilidade face a estímulos externos. Assim, no caso da Fibromialgia, um pequeno estímulo, mesmo na ausência de lesão, leva a uma resposta intensa de tensão muscular e dor.

Diagnóstico

O diagnóstico é difícil, baseando-se apenas no exame clínico, uma vez que os exames laboratoriais e radiológicos estão normais. O Síndrome Fibromiálgico caracteriza-se por dor generalizada, cansaço ou fadiga, rigidez matinal, formigueiro nos braços e pernas, distúrbios de sono (dificuldade em adormecer, sono fragmentado, não reparador), tonturas e zumbidos, palpitações, alterações digestivas e alterações cognitivas e emocionais como a diminuição do interesse, défice de concentração e memória e distracção fácil.

Sintomas

A intensidade dos sintomas é afectada por factores como a ansiedade, actividade física, alterações climáticas, mudança no padrão de sono ou presença de outras patologias. Apesar de ter um forte impacto na qualidade de vida, é importante perceber que a Fibromialgia não provoca deformidades, não compromete órgãos, não leva a intervenções cirúrgicas e não diminui a esperança média de vida.

Como pode a Medicina Física e de Reabilitação ajudar?

O foco de tratamento será o alívio das dores e sintomas associados para melhorar a qualidade de vida. Desta forma, a Medicina Física e de Reabilitação (MFR) tem um lugar de destaque:

– Na consulta de MFR o médico fará o diagnóstico clínico e funcional e orientará um plano terapêutico adequado e individualizado que poderá incluir medicação, fisioterapia e/u terapia ocupacional e ajuste dos hábitos diários, nomeadamente de exercício, por forma a melhorar os sintomas de dor, alterações do sono, fadiga, entre outros.

– Na fisioterapia, modalidades como a eletroterapia, termoterapia, terapias manuais e exercícios terapêuticos de treino aeróbio, fortalecimento muscular, alongamentos e relaxamento proporcionam alívio da dor e relaxamento muscular.

– A terapia ocupacional procura compreender e melhorar a motivação do utente com dor, potenciando a sua autonomia e participação nas diversas actividades diárias comprometidas, como vestir/despir, higiene pessoal, tarefas domésticas, cuidar de outros, trabalho e lazer.

– Nos nossos serviços poderá contar também com o apoio de psicologia, para aprender a lidar com esta doença, reconhecer e tratar pensamentos mal-adaptados e aprender técnicas de redução de stress, assim como com a valência de acupuntura.

Dicas

É importante perceber que o utente com Fibromialgia deverá ser o principal responsável pelo seu próprio tratamento. Nesse sentido, ficam aqui algumas dicas para lidar com esta condição:

– Situações de aumento de ansiedade, preocupações e estados de angústia agravam os sintomas na Fibromialgia; Aprenda a identificar situações de stress, controlando-as, dentro do possível.

– Procure atividades que lhe tragam satisfação e realização pessoal, seja mais tolerante, leve uma vida mais tranquila, programando tempo para descansar, relaxar e meditar.

– Deite-se sempre à mesma hora, criando uma rotina antes do sono e mantendo o quarto escuro e tranquilo.

– Evite café, chá preto ou tabaco ao final do dia.

– Faça exercício físico de forma regular. Poderá sentir agravamento da dor por um curto período de tempo, particularmente nos primeiros dois meses de atividade, mas que regride e não deve ser razão para desistir. As pessoas que praticam uma actividade física de que gostam, iniciando com níveis baixos de intensidade, têm mais probabilidade de conseguir controlar os sintomas da Fibromialgia a longo prazo. O sedentarismo e imobilidade originam uma má condição física, com diminuição da força e flexibilidade, levando a um cansaço fácil e aumento de dor.

Fisioterapeuta Diana Lobo
*O presente artigo rege-se pelo antigo acordo ortográfico por opção do autor.

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