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Mitos na Terapia da Fala

 

A terapia da fala é uma profissão pouco conhecida pela população em geral, originando mitos e ideias sobre as suas áreas e formas de atuação. Com o propósito de desmistificar alguns desses mitos sobre o desenvolvimento da linguagem, surge este artigo com 10 exemplos:

Mito 1: “A criança que não fala com 2 anos, tem problemas auditivos.”

Para ter a certeza, é aconselhável realizar um exame auditivo com um audiologista, pois a causa do atraso na linguagem poderá estar relacionada com a audição ou não. Marque uma avaliação com um terapeuta da fala, para melhor compreender o que origina esse problema na criança.

Mito 2: “Antes dos 3 anos, não vale a pena fazer terapia.”

O desenvolvimento da linguagem tem início na gravidez, porque o cérebro humano está “préprogramado” para a linguagem. O percurso dos bebés começa por uma fase pré- linguística em que as palavras ainda não são utilizadas. Ao observar e interagir com a criança, o terapeuta da fala pode verificar se o desenvolvimento da linguagem está a decorrer normalmente, evitando alterações maiores e mais complicadas no futuro.

Mito 3: “A terapia da fala é para as crianças que não falam bem.”

Podemos dizer que a terapia da fala não se limita à fala propriamente dita, como a designação da profissão indica. O terapeuta da fala pode apoiar crianças, adultos e idosos, nas mais variadas áreas de intervenção. De um modo geral temos a: linguagem, comunicação verbal e não-verbal, consciência fonológica, leitura e escrita, deglutição, motricidade, sensibilidade oro-facial, voz e fala.

Mito 4: “Não precisa de terapia, isso com a idade passa e fala bem.”

Em alguns casos, isso acontece e a criança ultrapassa a dificuldade com a continuidade do seu desenvolvimento. Contudo, não é algo observável em todos os casos e esperar que tal aconteça, poderá agravar o problema e aumentar o atraso no desenvolvimento da linguagem.

Mito 5: “Os bebés prematuros começam a falar mais tarde.”

Os bebés prematuros que nascem saudáveis, geralmente, apresentam um ritmo de aprendizagem e desenvolvimento igual ao dos bebés que nasceram com o tempo de gestação completo (40 semanas). Apenas em casos de bebés prematuros, que ficaram com sequelas neurológicas ou físicas, poderão vir a ter dificuldades no desenvolvimento da linguagem como consequência da prematuridade. Nesses casos, o acompanhamento em terapia da fala é aconselhado.

Mito 6: “ Ele é preguiçoso, quando quer diz o som sozinho mas não o diz nas palavras.”

É normal que a criança consiga repetir determinado som quando lho pedimos, mas não o pronuncie corretamente nas palavras. Não é uma questão de “preguiça”, mas sim um hábito que a criança adquiriu e que agora terá de substituir pela forma adequada. Poderá precisar de apoio para aprender a produzir o som nas palavras seguindo uma linha de dificuldade gradual.

Mito 7: “A terapia da fala é para os gagos e “sopinhas de massa”.

A terapia da fala intervém em casos de gaguez e de sigmatismo (“sopinha de massa”), contudo essa é apenas uma pequena parte daquilo que o terapeuta da fala faz. Os profissionais desta área podem se especializar numa destas alterações de fala, trabalhando só com casos desse género. Mas a intervenção do terapeuta da fala vai muito para além disso.

Mito 8: “Quando a gaguez aparece na infância, torna-se crónica.”

A disfluência fisiológica, conhecida como gaguez do desenvolvimento, é comum até aos 5 anos de idade e tende a desaparecer. É uma consequência do processo de aprendizagem que a criança está a passar, dado que o seu pensamento poderá ser mais rápido que a capacidade de produzir as palavras que quer transmitir.

Mito 9: “O nascimento dos dentes atrapalha a fala.”

O nascimento dos dentes requer uma adaptação da língua, porém, esse processo é impercetível à criança. Podem sentir dor e ficar irritadas com o aparecimento dos primeiros dentes, mas isso não significa que afete o desenvolvimento da linguagem.

Mito 10: “Agora não fala, mas quando começar a falar diz logo frases completas.”

Conforme antes de começar a correr aprendemos a andar, também não começamos a produzir frases antes de conseguirmos dizer palavras isoladas. Quando a inteligibilidade da fala da criança está comprometida, os cuidadores, família ou profissionais que acompanham a criança, podem não perceber que esta usa palavras com significado. Assim, cria a falsa ideia que a criança passou diretamente para a construção frásica porque, nessa fase, através do contexto, compreendem o que ela quer transmitir.

Ana Paiva Barbosa

Terapeuta da Fala

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